Novembro de 2020

O primeiro workshop de novembro foi sobre a natureza do desvio. Nós definimos “desvio” usando exemplos de várias tradições, e falamos sobre as origens do desvio. Nós consideramos algumas das possíveis razões pelas quais os desvios surgem em nós e terminamos por discutir como utilizar esses desvios para servir nossa meta de tornarmo-nos mais conscientes.

Durante a semana que precedeu o segundo workshop de novembro, nosso exercício prático foi contar o número de vezes durante o nosso dia em que pensamos em lembrarmos de nós mesmos. Durante o workshop discutimos os resultados dos estudantes com o exercício e como ele é visto como o trabalho de novembro semeando o espaço do nosso campo (tempo) com boas sementes (esforços conscientes). Nós examinamos como parábolas e imagens de várias tradições elucidam esse esforço e expandiram sobre o significado para fazer esforços desse tipo, assim como a sugerida consequência de não realizar esforço nenhum.

O nosso terceiro workshop foi centrado no tópico de revelar a falsa personalidade. Nós discutimos maneiras de olharmos para nós mesmos com o propósito de vermos se quem achamos que somos é essencialmente real ou é meramente composto. Trabalhando sob a premissa de que nesse ser chamado “eu” há mais do que pensamentos, as transitórias paixões de desejos, ou os incessantes julgamentos que comprometem a maioria dos nossos momentos, nós empenhamo-nos para descobrir e distinguir o real do moldado.

Durante a nossa quarta reunião, nós discutimos o que envolve o “esforço em direção à lembrança de si”. Apesar do conceito ser simples, o intelecto por si só não é suficiente; na melhor das hipóteses o intelecto traz o ímpeto necessário para realizar estados superiores de consciência. Nós examinamos a necessidade de trazer sentimento e valorização aos nossos esforços e exploramos o que significa prestar atenção nessa voz quieta e baixa. Nós reconhecemos a força do esforço requerida para desenvolver consciência e consideramos o que quer dizer aquiescência à esta consciência. Sendo mais do que apenas os nossos pensamentos, o que significa esse “mais” para o trabalho de lembrarmos de nós mesmos?

O workshop final de novembro foi baseado na Lei das Oitavas. Nós examinamos maneiras pelas quais conhecimento dessa lei teórica pode nos ajudar na nossa meta prática diária de sustentar a consciência. Ao fazer isto, nós elaboramos em cima do exercício da semana precedente de prolongar os flashes da lembrança de si para ver porque e onde os nossos esforços desviam da nossa meta.

A atenção só é ganha através de trabalho consciente e sofrimento intencional, através de fazer pequenas coisas voluntariamente.
Gurdjieff