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Por que “Trabalho”?

Para entender por que chamamos essa prática Trabalho, use um momento para assistir a este vídeo:
Gurdjieff Downwards Arrow

Graus de atenção

Passamos por nossos dias com diferentes graus de atenção. A maioria das nossas tarefas diárias exigem um mínimo de atenção, tais como vestir-nos, comer ou interagir com amigos e familiares. Algumas tarefas requerem mais atenção, como a leitura de um livro, a elaboração de um e-mail ou participar de uma entrevista de emprego.

Podemos realizar o primeiro grupo de ações, ao mesmo tempo em que realizamos outras: vestir-nos ao falar ao telefone, comer durante a conversa com os nossos amigos ou interagir socialmente durante o envio e recebimento de mensagens de texto. No entanto, não podemos realizar tarefas que requeiram atenção ao lado de outras tarefas sem prejudicar o nosso desempenho. Não podemos ler um livro enquanto falamos ao telefone, redigir um e-mail enquanto conversamos com nossos amigos, ou participar de uma entrevista de emprego, enquanto escrevemos mensagens de texto.

Nós funcionamos com diferentes
graus de atenção

Atenção e Vontade

Nossa atenção está sujeita à nossa vontade. Se desejarmos, podemos realizar qualquer tarefa com mais atenção. Podemos prestar atenção ao vestir-nos, sentindo o tecido de nossas roupas, combinando as cores de nossa camisa com nossas calças e sapatos, etc. Podemos jantar intencionalmente, saboreando cada bocado, cada gole, etc.

Mas não precisamos ser profissionais em qualquer campo para verificar que podemos trazer mais ou menos atenção para as ações mais simples, e isso demonstra que:

Nossa atenção está sujeita à nossa vontade

Vestir-se sem atenção não requer esforço; vestir-se intencionalmente requer esforço. Comer sem atenção não requer esforço, sentir o sabor da comida requer esforço. Dirigir a atenção pela vontade requer esforço. Isso explica por que Gurdjieff chamou os seus métodos de auto-desenvolvimento de Trabalho.

Estado de alerta e Consciência

Gurdjieff-ThumbnailGurdjieff-Peter Ouspensky ThumbnailDirigir a atenção não é o fim do Trabalho, é um meio pelo qual nos tornamos consciente. Poucos ensinamentos fazem distinção entre consciência e atenção, e é aí que o Quarto Caminho difere da maioria dos outros sistemas. O Trabalho não é apenas sobre estar atento, é sobre ser consciente, e consciência é estar ciente de si. George Gurdjieff chamou esta técnica de lembrança de si. Peter Ouspensky a chamou de atenção dividida. Mais recentemente, ela tornou-se popularmente conhecida como estar presente. Seja qual for o nome que usamos, sem a distinção entre estado de alerta e consciência, os nossos esforços para estarmos conscientes só podem produzir resultados parciais.

Eu convidei escritores de todas as idades e culturas, e de todas as esferas da vida, para compartilhar seus sucessos e fracassos em seus esforços para estar consciente. Suas mensagens formam a fundação de ggurdjieff.com. Subscreva para receber nossos posts por email.

“Aqui há… apenas aqueles que perseguem
um objetivo—ser capaz de ser.” – George Gurdjieff